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sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Clube das Mulheres


Já eram quase meia noite de quinta-feira quando o celular tocou, era o meu pai na linha informando que ele ofereceria um jantar ao Embaixador na sexta-feira a noite e que a minha presença era imprescindível, fingi uma felicidade que não existia, afinal sabia como esses jantares eram chatos e ficar paparicando o Embaixador e sua família não era meu programa preferido para uma sexta-feira à noite.

Sexta-feira, depois de sair do trabalho, fui direto para o salão preparar o cabelo e a maquiagem, como o jantar seria mais formal, não podia fazer feio né? Vai que o filho do Embaixador é uma gracinha e maior de idade.

Lá pelas 21h00minh eu já estava vestida, penteada e maquiada, apenas esperando o motorista que viria me pegar, e já estava rezando pra essa noite acabar, estava ansiosa e ao mesmo tempo entediada. Ansiosa, pois não sabia quem estaria nesse jantar e entediada porque independente de quem estivesse com certeza não seria do meu interesse, aff!

21h22minh e já estava no saguão do hotel onde ocorreria o jantar, deixei o meu casaco no armário com uma moça muito simpática por sinal e fui ao encontro dos convidados no restaurante no hotel.

Sem surpresas, não estavam lá o George Clooney, nem o Brad Pitt e muito menos o Ashton Kutcher, para a minha tristeza, apenas o Embaixador, sua esposa, seus filhos (menores de 18 anos) e algumas famílias importantes e com sobrenome, todos, amigos do meu pai. Cumprimentei todos como manda o manual de etiqueta e fui correndo para o bar pegar algo para beber pra ver se a noite começava a ficar mais divertida, pedi um Dry Martini e senti uma mão em meu ombro, quando me virei:

- “Tudo bem? Lembra de mim?”

Não pensei duas vezes, em achar que pudesse ser algum tipo de cantada barata, sem ao menos olhar direito, respondi:

- “Não”

Ele insistiu:

-“Tem certeza? Lembro de você com uns 8, 9 anos, brincando de boneca”

Virei-me para olhar novamente a pessoa que se encontrava atrás de mim e confesso que não sei se foi porque eu reparei nele desta vez ou porque ele insinuou me conhecer desde pequena, mas achei o rosto conhecido e muito bonito por sinal. Foi quando ele se apresentou:

- “Caio Cavalcanti”

Por um segundo, não acreditei no que meus ouvidos escutaram, não podia ser ele, faziam mais de cinco anos que eu não o via, mas era Caio Cavalcanti. Nossas famílias eram amigas, por isso vivíamos juntos quando criança, nos afastamos porque nossas famílias brigaram ele se mudou com os pais para outro estado. Ele pediu uma dose de uísque e ficamos conversando, enquanto ele falava, eu ia cada vez mais reparando no seu jeito e gostava daquilo que estava vendo, mesmo amigos há muitos anos, me sentia atraída por ele, e em um determinado ponto da conversa, ele colocou a mão na minha perna, percebi então que o meu interesse era recíproco.

O meu pai me olhava com cara de desgosto, por estar ali, conversando com um Cavalcanti, sabia que ele não aprovava mais a nossa amizade, mas não ligava pra isso, afinal era ele que estava tornando a minha noite um pouco mais interessante.

Depois de tanta conversa, meu pai me chamou para o jantar, me despedi do Caio e fui jantar. Confesso que fiquei um pouco decepcionada, pois nem o meu telefone ele havia pedido.

Jantei com todos e pedi ao meu pai, permissão para ir pra casa. Antes de partir dei uma olhada no restaurante do hotel e não avistei o Caio, fiquei meio triste, pensando que nunca mais o veria e nem ao menos sei onde ele está morando ou o seu telefone. Fui em direção ao armário de casacos para buscar o meu, quando senti um braço envolvendo a minha cintura e me puxando pra dentro de uma porta, não tive tempo nem de ficar assustada ou gritar, quando vi, era o Caio. Encaramos-nos por uns três segundos, não agüentamos mais do que isso, sem falar nada, ele me envolveu em seus braços e me beijou, um beijo gostoso, ele tinha uma boca suave e ao mesmo tempo carnuda e além do que, beijava muito bem, fomos nos entregando ao momento sem ao menos nos preocupar, pois estávamos dentro do armário onde todos os casacos estavam guardados.

Com o seu jeito delicado, ele foi me direcionando até um sofá que tinha no final do armário, pensei em resistir, mas o meu corpo não permitiu. Ele foi abrindo o meu vestido, enquanto eu desabotoava a sua blusa, ele me beijava com vontade, enquanto passava as mãos pelos meus cabelos, eu retribuía todo o carinho. Deitamos no sofá e nos entregamos ao desejo que sentíamos naquele momento, ele me acariciava, enquanto me olhava nos olhos e sorria o mesmo sorriso de quando ainda era um menino, foi quando o meu corpo começou a estremecer, eu apertava o seu braço e passava a mão pelo seu corpo, não conseguia mais controlar os meus movimentos, ele ia aos poucos diminuído o ritmo, enquanto nos olhávamos. Foi quando ele disse:

- “Você é linda! Não quero que essa noite acabe aqui, vamos pro meu hotel?”



enciclopediarosa@gmail.com

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Clube das Mulheres




Era o meu primeiro dia no trabalho, cheguei um pouco mais cedo e fui recebida pelo supervisor do setor, ele foi super educado e fez questão de me apresentar todas as pessoas da sala, pessoas com as quais eu trabalharia. Um por um, ele dizia os nomes às apresentava, as pessoas davam um sorriso meio sem graça, onde deviam estar pensando “mais uma menina nova”, eu estava achando aquilo um pouco esquisito, uma sala grande, com tanta gente junta, mas enfim, mal conseguia lembrar o nome da ultima pessoa apresentada, até que ele foi me apresentar o meu “chefe”, que seria a pessoa com a qual eu trabalharia diretamente, porque indiretamente trabalharia com mais umas 20... Foi quando ele disse:

- “Esse é o Filipe, você vai trabalhar com ele.”

Quando eu olhei, fiquei completamente hipnotizada, eram os olhos e o sorriso mais lindos que já tinha visto, tudo no rosto dele combinava, eram harmoniosos, os olhos combinavam com a boca, que combinavam com as sobrancelhas, que combinavam com o nariz. Apertei a mão dele, procurando não encará-lo diretamente, o que era praticamente impossível naquela hora, quando ele soltou a minha mão eu ainda não conseguia parar de olhar pra ele, ele ficou me olhando também, devia estar imaginando “o que essa menina está olhando?”, foi quando virou o olhar para computador e eu desviei o meu também, todas as pessoas foram apresentadas, agora eu poderia então sentar na minha mesa, e começar o meu trabalho, foi quando o Supervisor voltou para falar com o meu “chefe” para que ele me passasse os trabalhos e instintivamente eu estiquei a mão, para apertar a mão dele novamente, ele obviamente não entendeu nada, mas apertou a minha mão com educação e delicadeza.
Os trabalhos, preciso assumir que não eram em grande escala, tinham dias que a demanda era tão pequena que eu ficava entediada e a hora por sua vez não passava. Como passava metade do meu dia no trabalho e trabalhando diretamente com o meu “chefe”, era impossível não reparar nele, ele era novo, devia ter no máximo 35,36 anos, era inteligente, engraçado, porém um pouco misterioso, fato este que por algum motivo me fez começar a prestar mais atenção nele. Os dias se passavam e começamos a trocar olhares, no começo nada em especial, apenas duas pessoas se olhando e se observando, talvez com o intuito apenas de ser conhecer, mas com o passar do tempo, as coisas foram ficando mais interessantes, sorrisos e olhares com uma ponta de segundas intenções, começamos a conversar através de um sistema interno da empresa, no começo apenas conversa sobre os trabalhos ou até mesmo dúvidas, depois o rumo da conversa começou a mudar para vida pessoal e interesses, conversamos muito, éramos amigos íntimos em nossas conversas, porém na sala, mal nos falávamos, talvez uma forma de não dar bandeira ou demonstrar para quaisquer outras pessoas o nosso interesse um pelo outro. Até que em uma dessas conversas surgiu um assunto de sairmos para bater um papo e tomar um chope, mas sem que ninguém do setor soubesse afinal de contas, era expressamente proibida qualquer relação amorosa, sexual ou afetiva dentre os funcionários do mesmo setor.
Falávamos disso como se não fosse nada demais e ao mesmo tempo, como se estivéssemos tramando um roubo ao Banco Central, o que estávamos pensando em fazer não era nada demais, afinal, duas pessoas adultas, saindo para tomar um chope e jogar conversa fora não é realmente nada demais... Ou pelo menos era disso que queríamos nos convencer.
Até que chegou o dia, tudo marcado, planejado, tramado, articulado e programado. Saímos do trabalho separados, para não dar bandeira e nos encontramos no barzinho. A situação estava um pouco engraçada, não sabíamos o que estávamos fazendo ali juntos, mas ao olhar um para o outro, o corpo rapidamente nos lembrara o motivo.

- “Vai beber o que?”
- “Um chope né? O que acha?”
- “Por mim está ótimo, nesse calor, não tem nada melhor. Garçom! Dois chopes, por favor!”

Quatro, cinco, seis, sete, oito, nove, dez.. Foi mais ou menos a quantidade de chope que bebemos até o bar fechar a porta praticamente em nossas cabeças, ainda eram 11h30minh da noite, quando surgiu o convite inesperado e ao mesmo tempo mais esperado.

- “Ainda está cedo, minha casa é aqui perto, tenho umas cervejas na geladeira, algum problema se fossemos para lá um pouco?”

E agora? O que eu faço? Vou? Não vou? Eu quero ir... Mas se for, posso parecer muito oferecida e se não for... Porque não iria? Eu quero, e daí o que ele vai pensar?Aposto que ele não está nem um pouco preocupado com o que estou pensando dele agora, nesse exato momento... Melhor que não saiba, afinal depois da quantidade de álcool ingerida, a imaginação está um pouco mais fértil do que o necessário.

- “Pode ser, só não posso demorar muito, ainda tenho que ir pra casa.”

Ao chegar a casa dele, meu coração batia mais do que o normal, minha mão estava suando e cinco borboletas voavam dentro da minha barriga, não, eu não estava bêbada e nem enjoada, estava apenas pressentindo como aquela noite prometia terminar.
Ele trouxe as duas cervejas e colocou uma música, estava me sentindo num filme de comédia romântica, onde o mocinho serve a mocinha na sala de casa, em seu primeiro encontro e coloca uma música tudo haver com a situação... rsss
A conversa ia cada vez ficando mais interessantes, falávamos sobre diversos assuntos, até que a cerveja acabou e me ofereci para pegar mais duas na geladeira, quando levantei e fui até a cozinha ele veio atrás sem que eu percebesse, quando abri a geladeira e não achei as cervejas, fui me virar para perguntar onde ele as tinha colocado e quando me virei dei de cara com ele na porta da cozinha, olhando pra mim, ele deu um sorriso de lado e apontou com a cabeça para o congelador, sorri um pouco sem graça e peguei as cervejas. Quando me virei para voltar à sala ele pegou uma cerveja da minha mão e com a outra envolveu a minha cintura, me puxou para mais perto, disse um “Obrigado” e me beijou.
Beijávamos-nos com vontade, com intimidade, como se nos conhecêssemos há anos nos beijávamos como amigos, como homem e mulher, como amantes, um beijo intenso e ao mesmo tempo calmo, sereno, ele tirou a cerveja da minha mão e colocou em cima da mesa, aos poucos ele ia me levando quase que levitando em direção ao seu quarto, a respiração estava ficando mais ofegante, os beijos cada vez mais intensos, as roupas começavam a incomodar, ele me apertava ao mesmo tempo em que me beijava, passava as mãos pelos meus cabelos, pela minha nuca, comecei a desabotoar a blusa dele, e ele começou a levantar o meu vestido, pude sentir as suas mãos quentes e ao mesmo tempo geladas de suor, enquanto íamos nos desfazendo das roupas, o desejo e a excitação ia aumentando, tirei as calças dele, e deitamos na cama, ele tirava o meu sutiã com calma, beijando cada centímetro do meu corpo, em apenas alguns minutos estávamos completamente nus, sobre aquela cama, prontos para nos consumirmos e nos entregarmos ao desejo, à sensação de prazer aumentava a cada beijo e cada passada de mão que ele dava pelo meu corpo, eu sentia um arrepio, estava quase implorando para que ele me penetra-se quando eu senti uma sensação única, completa, fui ao céu ou talvez inferno, vai saber, e voltei em apenas 1 segundo, os movimentos repetitivos faziam meu corpo flutuar, a minha cabeça não conseguia pensar em nada, estava vazia, apenas o meu corpo respondia através de movimentos, os gemidos eram baixo, mas incontroláveis, pude perceber que ele estava curtindo o momento tanto quanto eu estava e me entreguei por inteiro, o meu prazer aumentava a cada minuto, foi quando ele grudou o rosto ao meu falou bem baixinho meu ouvido

- “Gostosa.”

Naquele exato momento, eu saí de mim, apenas o meu corpo estava presente, comecei a me contorcer e a ter espasmos, não pude controlar aquela maravilhosa sensação, mordi os lábios com vontade e entre os dentes soltei alguma expressão ou palavra ou qualquer ruído que seja, logo depois relaxei e pude perceber que ele estava sentindo a mesma sensação que eu, diminuímos o ritmo e ficamos nos olhando, ele foi se ajeitar e eu pensando que ele fosse sair, falei;

-“Não sai agora não.”

E ele respondeu

-“Eu não vou a lugar algum.”



encilcopediarosa@gmail.com

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Clube das Mulheres (Parte 2)




Terça-Feira, 14:00h.
Já se passavam quatro dias desde a festa, quando o meu celular começou a vibrar dentro da bolsa. Estava em horário de almoço, no visor do celular aparecia apenas "número desconhecido", resolvi não atender, estava almoçando e odeio ser interrompida enquanto como.
Retornei ao trabalho e por volta 17:30h o celular toca novamente, "número desconhecido", tentei vencer a curiosidade, mas acabei atendendo:
- "Alô?"
- "Alô? Quem está falando?" - perguntou ele.
- "Quer falar com quem?" - Já convencida de que era engano.
- "Hã, você me deu o seu celular na festa Sexta, pedindo o telefone do meu Dentista!" - ele disse.
Nessa hora passou um filme na minha cabeça, porque diabos eu pediria o telefone do dentista de um desconhecido? ou talvez ele não seria tão desconhecido assim? minha cabeça deu mil voltas em 60 segundos e não conseguia lembrar de nada daquela noite! que vergonha, e agora o que eu iria falar?
- "Alô? Está me ouvido?" - insistiu
- "Hã... Desculpe, a ligação está um pouco ruim, liga novamente!"
Bati o telefone na cara do coitado e só conseguia pensar caralho e agora? o que eu faço? o que falo pra ele? que tal .. "Olha menino, me desculpa, mas eu não lembro de você, não sei o que aconteceu naquela noite, portanto não me ligue mais" ou "Desculpa, mas eu sou fiel ao meu Dentista e não pretendo trai-lo com nenhum outro" ou até "Acho que você discou o número errado".
Milhões de coisas passavam pela minha cabeça e o celular tocou mais uma vez, era ele.
- "Oi, tá me ouvindo?"
- "Aham..." - respondi, procurando um buraco pra me enfiar.
- "Lembra de mim? Da festa?"
- "Claro!" - Respondi, mentindo claro, não fazia a minima idéia de com quem estava falando.
- "Então você vai querer o telefone do Dentista?"
- "É ... vou... claro... pode falar"
- "5586.8475". Anotou? - ele perguntou
- "Claro! muito obrigado por ter ligado" - Falei, doida para desligar aquele telefone!
- "E quando podemos sair? comer alguma coisa sei lá..."
Entrei em choque e mais uma vez não sabia o que responder!
- "Quando quiser" - respondi.
- "Que tal amanhã?"
- "Pode ser" - respondi rápido.
- "Ok. te ligo amanhã pra confirmar. Beijos"
Desliguei. Sair com ele! Eu disse que SIM, nem ao menos sei quem é o cara, ai meu Deus e agora? E se ele for feio? Chato? Tiver bafo? Chulé? Sei lá né, pelo nível do alcóol que eu me encontrava vai saber...
Depois de horas cansada de pensar nisso, desencanei...
No dia Seguinte, acordei cedo, fiz o cabelo, experimentei 34 roupas diferentes e fui trabalhar. Por volta das 15:00h ele ligou e combinamos de nos encontrar as 18:00h em um barzinho.
Eu claro fiz questão de chegar mais cedo ao local, como não lembrava dele, não tinha como reconhece-lo, já ele parecia lembrar de mim, portanto quando ele chegasse, teria que vir ao meu encontro.
Pedi uma taça de Vinho e aguardei pela chegada dele, menos de 20 minutos depois, senti uma mão em meu ombro.
- "Chegou cedo?"
Virei para olhar e fiquei completamente hipinotizada, pois aquele era o sorisso mais lindo que eu já tinha visto em toda a minha vida! E derrepente, tudo parecia tão claro, em questão de segundos um filme da festa passou pela minha cabeça e eu lembrei de tudo ou quase tudo, mas lembrei dele!
Fiquei me setindo uma completa idiota, pelo bilhetinho infantil e ridículo que dei pra ele. Pedi desculpas assim que ele se sentou a mesa, expliquei que estava um pouco alterada. Ele riu e disse que achou engraçado e muito criativo.
Conversamos a noite toda, enquando bebiamos vinho e pestiscavmos alguns queijos, rimos bastante, foi divertido e desta vez eu não fiquei completamente bêbada! Rs
Gostei dele e ele parece ter gostado de mim também!
Marcamos um Jantar para o Fim de Semana que vem! Quem sabe no que vai dar ...



- enciclopediarosa@gmail.com

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Clube das Mulheres.


Sexta-feira a noite, 21:30h da noite , nada pra fazer, estava tensa, andando de um lado pro outro no quarto, desesperada por uma cerveja, um cigarro, uma noite de exageros e diversão.
Resolvi então ligar pra Manuela, ela com certeza teria um boa programação para esta noite.
Dito e feito, ela me convidou para uma festa na casa de uns amigos, dos quais eu não conhecia, no desespero aceitei.
Chegamos na festa por volta das 00:00h. Olhei ao redor, tinham pessoas de todos os estilos, e eu não conhecia ninguém, sentei em uma mesa para tentar me enturmar, acendi um cigarro e fingi que estava entrosada , até ri da história que contavam, mesmo sem ninguém achar graça.
Resolvi levantar para pegar uma bebida, pra minha surpresa, estavam servindo Champagnhe, peguei uma taça e fui pra pista de dança, vocês devem estar se perguntando aonde estava a Manuela né? Pois é eu respondo... arrumou um carinha e sumiu!
A música estava ótima, a bebida melhor ainda, foi ai que me empolguei, e foram duas, três, quatro, cinco, seis, sete, oito, nove, dez, onze taças de champagnhe, quando dei por mim já estava completamente bebada e dançava como se fosse um liquidificador, me balançava por inteiro, já estava achando que todos eram meus amigos, chamavam as pessoas para dançar e ainda por cima ria de algumas delas dançando.
Já estava ficando de saco cheio dquilo ali, a Manuela tinha sumido e eu teria que espera-la aparecer para podermos ir embora, fui então até a varanda, fumar um cigarro, foi quando avistei um menino lindo, mas achei melhor não tentar paquera-lo , já que o nível do alcoól estava bem acima do recomendado. Fui ao banheiro, e pra minha infelicidade o salto do meu scarpin vermelho da Gucci caríssimo quebrou, saiu por inteiro, fiquei revoltada. Ao olhar no espelho vi que meu cabelo parecia uma juba de leão, pensei "putaquepariu! Acho melhor eu ir embora antes que alguém me veja nesse estado" Peguei o meu sapato sem o salto e sai do banheiro com o mesmo na mão, toda desgrenhada, foi quando esbarrei em alguém e minha taça de champagnhe inundou o outro sapato que me restava, ao me virar para reclamar com a pessoa, ouvi um pedido de desculpas e avistei o sorriso mais lindo que vi em toda a minha vida, e adivinha quem era? O menino lindo que vi na varanda, da minha boca só saiam palavras do tipo:"Hã, que, é, aham .." não consegui falar uma palavra sequer e ele foi embora.
Fiquei com mais raiva de mim do que já estava e resolvi apertar o botão do foda-se, sentei no bar e fui afogar minhas mágoas em mais algumas taças de champagnhe enquanto esperada a Manuela aparecer, depois de mais quatro taças de champagnhe, a Manuela apareceu, disse que o João, o carinha que ela sumiu a festa inteira nos levaria embora, pedi ao garçom um guardanapo e uma caneta, escrevi algo nele, peguei meu sapato sem salto tentei ajeitar o cabelo, e fui embora, mas ao passar pelo menino bonitinho entreguei o papel na mão dele e fui embora tentando me equilibrar em apenas um sapato, sem ao menos olhar para trás...
Ah! vocês devem estar se perguntando o que eu escrevi naquele papelzinho né?
Estava escrito o seguinte:"Você tem o sorriso mais lindo que já vi na minha vida, depois me liga e passe o telefone do seu dentista" e deixei o número do meu celular! uhauahua
É sério, escrevi isso mesmo, agora vamos esperar e ve se ele vai ligar, e ai é história pra mais um conto!

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Clube das Mulheres.




Era sábado a noite, todos os amigos de longa data estavam reunidos em um barzinho, tomando um chopp, apenas para comemorar o aniversário do Luis. Conhecia o Luis devia ter uns 8 anos, porém uns 3 ou 4 que não o via, assim como todos os outros.
A noite estava agradável, as companhias e o papo melhor ainda, afinal o que não faltava era assunto.
Foi quando de longe, pude avistar o Augusto, não devia vê-lo a uns 3 anos também, nos conhecíamos desde a adolescência, e até chegamos a trocar uns beijinhos naquela época, mas nada demais, quando o vi, tive quase uma parada cardíaca, meu coração não parava de bater, e ele parecia estar andando em câmera lenta, não chegava nunca na nossa mesa, meu olhar estava fixado, e eu só conseguia pensar em uma coisa: “como ele está lindo.” ele comprimentou a todos, veio falar comigo e logo soltou: “Não acredito, você aqui, quanto tempo" não perdeu tempo ao me dar um abraço com vontade e um beijo no rosto, retribui.
Ele por sua vez, sentou ao meu lado, conversamos sobre coisas da vida, sobre trabalho, faculdade a até sobre namoros, em um certo momento, por um descuido talvez, ele colocou a mão sobre minha perna e abriu um sorriso, pode parecer uma atitude normal, mas naquela hora não era o que parecia, e acho que ele percebeu, pediu licença e foi sentar na outra ponta, ao lado do Luis.
Não olhar pra ele, era impossível, e todas as vezes que eu olhava, ele também estava olhando, soltávamos sorrisos sem graça e foi isso praticamente a noite inteira.
Já eram 3:30 da madrugada, paguei a minha parte da conta e avisei que estava indo embora, na mesma hora o Augusto me perguntou como eu iria embora, respondi que de táxi, e ele se ofereceu para me levar em casa, afinal, era caminho para a sua casa. Aceitei.
No carro, escutava-se apenas Maria Rita, que tocava na rádio bem baixinho.
Foi quando, ele falou: “Foi bom hoje né?” apenas concordei, e ele tentando puxar assunto “Foi bom te ver, você está bonita, não mudou muita coisa.”, respondi apenas: “Você também!” novamente o silêncio tomou conta, ao chegar na minha casa, tirei o cinto de segurança que me empurrava contra o banco, virei para ele, e apenas agradeci, ficamos nos olhando, como se não nos reconhecêssemos, por uns 5 segundos, foi quando me aproximei para me despedir com um beijo no rosto, pude sentir a sua respiração ficando mais forte, senti a sua mão passar pela minha cintura e como num passe de mágica estávamos frente e frente, não tinha como negar, era aquilo que queríamos, nos beijamos como se fosse a primeira vez, com sede de saudade, e com vontade de descobrir o que nos fazia pensar que tanta coisa tinha mudado, os beijos foram ficando mais intensos, os abraços mais fortes, os vidros do carro começaram a embaçar, queriamos aproveitar aquele momento, ele desvendava cada centímetro do meu corpo, como se fosse uma terra desconhecida, beijava cada pedaço, era gostoso sentir suas mãos, ele tirou a minha blusa, e ao encostar nele, meu corpo inteiro tremeu. Queria senti-lo em mim, e assim foi feito, ele olhava diretamente em meus olhos, eu expressava com gemidos baixos, o quanto estava gostando, ele me beijava, foi quando senti um prazer inexplicável, um frio na barriga, uma coisa boa, e minhas pernas começaram a tremer. Aos poucos fomos diminuído e ritmo, e pude perceber que o prazer que eu sentia naquele momento, ele também pode sentir, dei um sorriso sem graça, e ele falou: “Como você é gostosa” não me contive e soltei uma gargalhada. Nos vestimos, saímos do carro para fumar um cigarro e aproveitamos para ver o sol nascer, pois já eram 06:00h da manhã.

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sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Clube das Mulheres




Eram mais ou menos 17:45h, quando o celular tocou, atendi, eram umas amigas me convidando para um Happy Hour em um barzinho novo que acabará de ser inaugurado no Centro da Cidade, depois de alguma insistência acabei concordando em encontra-las por volta das 18:30h depois que saísse do trabalho, no local mesmo.
Ás 18:55h cheguei ao barzinho, as encontrei, e ao sentar na mesa reparei que já haviam bebido pelo menos dois drink`s cada uma, pedi o meu primeiro. Papo vai, papo vem, conversamos sobre homens (lógico né? Uma mesa com cinco mulheres pode ter outro assunto? Rsrs), trabalho, faculdade, tragédias, noticias, mulheres(mulher também fala de outra mulher... MAL é CLARO! Rsrs), as outras mulheres da mesa ao lado, os gatinhos da mesa da frente, enfim foi isso até mais ou menos umas 20:40h.
Foi quando um garçom, bastante elegante por sinal, nos informou que no segundo andar do estabelecimento, em uma área reservada, iria começar ás 21:30h o Ladie`s Club. Famoso Clube das Mulheres, sabe como é, aqueles homens fantasiados, que vão tirando a roupa enquanto dançam e as mulheres ficam gritando como umas malucas sedentas por sexo, até que o homenzinho puxe-as para dançar com ele no palco.
Rimos do convite do garçom e... mais uma rodada de drink por favor!
21:25h – O teor alcoólico já estava ultrapassando os limites permitidos, foi quando a primeira expressou sua vontade e curiosidade para irmos ao segundo andar, na tal “área reservada”, nos entreolhamos e pude perceber no olhar de cada uma a vontade de subir as escadas correndo para assistir ao “tal show”, soltei uma risada sem graça e perguntei: “Porque não? Somos todas solteiras, que mal há em matar uma curiosidade?”.
Subimos, o lugar era escuro, tocava uma música já ultrapassada, e uma luz não parava de piscar, foi quando o DJ anunciou que o “show iria começar”, entrou o primeiro dançarino, ele ia tirando a roupa, dançando, e as mulheres gritando sem parar, foi quando ele puxou a primeira ao palco, dançava com ela, se esfregava nela, colocava a mão dela no corpo dele, e a cara dela entregava o quanto toda essa brincadeira a estava deixando excitada. Foi assim com todos os dançarinos, já estava meio de saco cheio, já não agüentava mais ver homem rebolando (pode ser machismo, mas homem que rebola muito não me agrada, prefiro os desengonçados), as partes mais engraçadas, eram as mulheres no palco, cada coisa que a mulher se submete, foi até que o dançarino resolveu puxar a última maluca sedenta por sexo da platéia, e quando eu olhei, tomei um susto, não acreditava naquilo que meus olhos estavam vendo, era uma das minhas amigas NO PALCO, DANÇANDO COM AQUELE STRIPPER SUADO! hahaha.
Cai na gargalhada na mesma hora, ai sim o show começou a ficar divertido, rimos muito, e o melhor de tudo era a cara dela de tipo: “Meu Deus do céu como eu vim para aqui...mas até que isso é divertido”. Rsrs
Ao acabar lá pras 23:00h e mais de 8 drink`s consumidos, pagamos a conta e fomos embora.
Peguei um táxi e no caminho pra casa fiquei pensando: “Cada coisa que me acontece.”


- Conto de “uma noite divertida entre amigas” – Autor(a) desconhecido.
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